Fim de semana com amigos (claro) em Pirenópolis – setembro de 2016

Há muito tempo planejávamos ir a Pirenópolis e convite da Cássia e do André, nossos amigos que moram em Brasília, não faltavam. A cidade em Goiás é histórica, mas também tem muita natureza e atividades culturais. Como em feriados a cidade fica muito cheia, escolhemos um fim de semana de setembro que, segundo eles, estaria mais tranquilo e com o clima cooperando para aproveitar as cachoeiras da região. André e Cássia não são amigos de viagem. Cássia é minha amiga da Faculdade de Educação Física e há 20 anos se mudou para Brasília, desde que se casou com André, que também se tornou amigo!

Pirenópolis fica a 155 Km de Brasília e, do aeroporto da cidade, 166Km, em torno de duas horas de viagem. Para quem vai apenas para lá e não pretende ir a Brasília, é só alugar um carro e seguir pela BR 060. Há também a opção de ir pela BR 070, utilizada por nós nessa viagem, mas isso depende do ponto de partida. O ideal é alugar um carro, mas há opções de ônibus no site da Viação Goianesia, mais informações de como chegar você pode conseguir através do site de Pirenópolis.

Nós chegamos na sexta à noite, depois de um susto que conto aqui e, no sábado de manhã saímos para lá. No caminho, paramos em Corumbá, uma cidadezinha já no Estado de Goiás que tem uma linda cachoeira que pode ser avistada da estrada. Paramos num lugar que tem estrutura para lanche, banheiros e uma refrescante água de côco, além de propiciar fotos da cachoeira. Há um camping no local, mas, como nosso objetivo era Pirenópolis, não fomos até a cachoeira, mas a caminhada, conforme eles contaram, é bem legal!

Chegamos a cidade e fomos nos instalar nas suítes alugadas pelo Sr. Zé e D. Claudete (62 3331-1908) que ficam bem de frente para o rio que passa pela cidade. Os amigos do André e da Cássia, os super simpáticos Múmia e Garrote, motociclistas como eles, do motoclube Os Desgarrados – MC, já estavam nos esperando lá, tinham chegado na sexta. As suítes são simples, não tem café da manhã, mas tem um ótima localização e atendem muito bem a um ótimo preço, R$100,00 o casal. Vale dizer que a cidade possui várias opções de pousadas para todos os tipos de bolso e gosto!

Como chegamos lá quase na hora do almoço, fomos comer o tradicional empadão goiano e já tivemos uma ideia de como é fofa a cidade! Comemos no Casa Nova Empadão e escolhemos a opção sem a guariroba, que é uma espécie de palmito, mas com gosto um pouco amargo. Nós gostamos de provar de tudo, mas como Léo ainda não estava muito bem, preferimos ficar no básico! Achamos muito gostoso, mas a massa no fundo estava um pouquinho crua.

De lá fomos para as cachoeiras Bonsucesso, que ficam numa fazenda de mesmo nome, do século XIX, que pertence à família Curado há cinco gerações. Atualmente a fazenda pertence ao Sr. Luiz Arthur Valle Curado e das atividades do passado (Garimpo, olaria, pecuária e agricultura – algodão e cana-de-açucar) preservam a pecuária, agricultura, além da nova exploração da pedra de Pirenópolis.

Em dezembro de 1994, foi iniciada a exploração do turismo ecológico pelos proprietários. A principal atração são as seis cachoeiras do Rio Soberbo. No local há um restaurante com comida caseira, sorvetes e produtos da fazenda. Paga-se R$20,00 por pessoa pela entrada e a cachoeira mais distante fica a 1200m.

O acesso é relativamente fácil, inicia-se num curral, depois tem uma trilha e seguimos conhecendo as cachoeiras ao longo da caminhada.  Depois de chegar até a última cachoeira da fazenda e termos visto todas, optamos por entrar em duas delas, por ter uma queda maior e um poço avantajado, além de um visual lindo, água gelada, mas pura energia renovada!

Voltamos para cidade e, como já estava escurecendo, deixamos para explorar a cidade no dia seguinte e fomos para a rua que concentra os barzinhos e restaurantes da cidade, conhecida popularmente por “rua do lazer”.

Sentamos no Restaurante Maria Bonita e comemos além de tira-gostos, um prato com peito de frango e purê, única coisa que o Léo estava podendo comer depois de tudo que passou!

No dia seguinte exploramos a cidade. André e Cássia se desdobraram para nos mostrar o melhor de Piri, como ela é carinhosamente chamada. Passamos pela pracinha da cidade, que foi revitalizada em 2010, passeamos pelas ruas históricas e repletas de lojinhas com artesanato, produtos típicos e souveniers, visitamos o Centro de Informações Turistícas (Rua do Bonfim sem número), muito bem organizado, fornece mapas e tem fotos e distâncias de todas as cachoeiras da região, que são inúmeras. Enfim, vale à pena passar por lá para decidir quais cachoeiras visitar, não dá para ver todas num fim de semana apenas!

Visitamos a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, o Cine Pireneus, que abrigou do dia 15 a 18 de setembro o 7ª SLOW FILME, Festival Internacional de Cinema e alimentação. Passamos pelo Museu das Cavalhadas, atividade que tem festa tradicional na cidade, pela Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música, caminhamos palas ruazinhas históricas e finalizamos na beira rio, no Museu do Rosário e a linda Ponte do Carmo, restaurada em 2001.

Finalizado nosso “city tour” pela cidade fomos almoçar no Restaurante Pensão Padre Rosa, fundado em 1952, um restaurante típico goiano, mas com comida muito parecida com a mineira. Estava tudo uma delícia, principalmente a paçoca no pilão e o javali assado, além de inúmeros outros pratos. Um capítulo à parte foram os doces, uma infinidade de sabores, principalmente de doce de leite e outros que me fizeram lembrar minha querida Vó Gessy, como o de pau de mamão: que viagem ao passado!

Hora de voltar para Brasília, depois de um rapidinho, mas delicioso fim de semana em Pirenópolis, na companhia de amigos queridos. Voltaremos, com certeza!

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2 comentários Adicione o seu

  1. Daniel disse:

    Queridos,
    Legal demais o post e as fotos! Fui tantas vezes a Brasília visitar a Lu e sempre acabava acontecendo algo que nos fazia adiar nossos planos de viajar para Piri, Agora fiquei com mais vontade ainda de conhecer e ainda vou ter a vantagem de ir com as super dicas do blog. Acho que o João vai pirar nas cachoeiras e eu nessa comida maravilhosa rs.Beijão!

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    1. Karla Maria Corrêa disse:

      Piri é para mais de uma viagem! Delícia de lugar, cachoeiras maravilhosas e comida boa demais, parecida com a de Minas! Não deixem de ir, beijos

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